Depois de “rodar” em grande
estilo por diversos clubes brasileiros e fazer sucesso também na Turquia e na
China, países onde ganhou muito dinheiro, veio parar no futebol mato-grossense
em 2006, mais precisamente no União, de Rondonópolis, um talentoso meia armador
carioca, cujo nome não vem ao caso para não comprometer alguns personagens
dessa história, muitos dos quais ainda estão vivinhos da silva...
O jogador chegou a Rondonópolis
com o prestígio em alta, inclusive dirigindo um reluzente Classe A, lançamento
da Mercedes Benz do Brasil. Com um carrão daqueles, venerado pela torcida, que
via nele o grande artífice das vitórias do clube, com seus lançamentos precisos
para os atacantes balançarem as redes dos adversários e longe da família, que ficara
em Campos-RJ, o boleiro não demorou para engatar um romance com uma
rondonopolitana...
Mas por ironia do destino e também
pela convivência que o futebol proporciona, a amada do meia armador acabou
conhecendo um alto dirigente do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense e,
meio vida torta como era ela, a mulher decidiu mudar de parceiro na aventura
amorosa, trocando um pelo outro. O virtuoso jogador de bola ainda tentou reverter
a situação, mas acabou perdendo mesmo a parada para o dirigente operariano...
Sob a orientação do armador
carioca dentro do campo, o União estava botando pra quebrar no Campeonato
Mato-grossense de Futebol daquele ano. Para orgulho da torcida colorada, o
União já era apontado como um dos favoritos para conquistar o título da
temporada, pois vinha realizando uma campanha das mais brilhantes, fruto,
naturalmente, da atuação de seu genial jogador.
A semifinal do certame foi
disputada justamente entre União e CEOV, no Estádio Luthero Lopes, em Rondonópolis,
em um único jogo. A grande preocupação do tricolor várzea-grandense era o meia
armador colorado, que fazia mesmo a diferença dentro de campo...
Mas aí uma mente maquiavélica operariana
descobriu uma fórmula para impedir que o astro do União complicasse a vida do
tricolor, com seus precisos passes para os atacantes. A fórmula operariana:
desestabilizar emocionalmente o jogador do poderoso time adversário...
Antes de o Operário entrar
em campo, chamaram o zagueiro Rafael e lhe deram uma missão especial: sem se
preocupar em jogar futebol, ele devia passar o tempo todo provocando o armador
do União, lembrando que sua amada – o boleiro não tinha desistido de
reconquistá-la – tinha virado amante de um diretor operariano, inclusive
entrando em detalhes sobre intimidades do casal na hora do vamos ver...
O maquiavelismo deu certo,
para desespero dos rondonopolitanos: o armador do União parecia mais uma figura
decorativa dentro do campo, completamente desnorteado. E à medida que ele ia se
irritando com ofensas, gozações e ironias de Rafael, mais o jogador colorado
errava os passes, comprometendo a atuação de todo o time. O desempenho do armador foi
tão pífio, em função do seu desequilíbrio emocional, que ele pediu ao seu
treinador para não voltar para o 2º tempo do jogo...
Com o gênio do União
aniquilado no 1º tempo e fora de combate na etapa complementar, o CEOV conseguiu
sair do Estádio Luthero Lopes com um suado empate pela contagem de 2x2. O placar
garantiu ao tricolor várzea-grandense a decisão do título de 2006 contra o
Barra do Garças FC, conquistado com duas vitórias: por 2x1 lá no Zeca Costa e por 2x0
no Verdão...
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