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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Repórter setorista do Operário não teve como narrar ao vivo a agressão que sofria no Estádio Mané Garrincha

O Clube Esportivo Operário Várzea-grandense jogava no Estádio Mané Garrincha contra o Tangará pelo Campeonato Mato-grossense de Futebol de 2009. Jogo bem equilibrado, marcado por uma ou outra jogada mais violenta de ambos os lados.

A certa altura do 2º tempo, com o tricolor de Várzea Grande vencendo pela contagem mínima e que foi o resultado final da partida, dois jogadores adversários se desentenderam, os reservas do time da casa entraram em campo e os operarianos também, e o pau comeu solto.

Depois de muito “pega pra capar”, como dizem os torcedores, os ânimos foram serenados e o jogo chegou ao fim sem maiores consequências. Apesar do clima tenso que imperou no Mané Garrincha depois do sururu...

Quando ia saindo do campo, que havia invadido durante a confusão, um diretor do Tangará passou por um radialista dentro do alambrado e perguntou-lhe quem era ele...

– Sou o Lacerda Cintra, da Rádio Cultura de Cuiabá, repórter setorista do Operário. Estou aqui fazendo a cobertura do jogo...
– Ah, é!... – Então vai levar umas “bolachadas” também...

E tome porradas no radialista que havia registrado nos mínimos detalhes o festival de pancadarias no campo, mas, surpreendido, não teve como narrar ao vivo os bofetões que estava levando no Mané Garrincha...

Percebendo o que acontecendo com Lacerda Cintra, diretores e integrantes da Comissão Técnica do Operário correram em seu socorro, afastando o radialista do agressivo dirigente do time tangaraense. Livre das garras do agressor, Cintra desabafou:

– Eu vim de Cuiabá para cumprir meu trabalho e aqui no Estádio Mané Garrincha e sou agredido por um membro da comissão técnica do time da casa. Mas isso não vai ficar assim! Vou procurar os meus direitos... 

Entretanto, a ameaça de Cintra foi feita em um momento de pura raiva, pois no retorno a Cuiabá, o radialista não quis nem saber de registrar um Boletim de Ocorrências na Polícia Civil para dar início a um processo contra seu agressor.

Mas, ao que se sabe, o radialista nunca mais voltou a Tangará da Serra para cobrir um evento esportivo, principalmente no Estádio Mané Garrincha...

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