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| O Dutrinha sempre foi palco de muitas brigas |
Dom Bosco e Comercial, de
Campo Grande (hoje capital de Mato Grosso do
Sul), iam disputar mais um jogo oficial em 1967. Dutrinha lotado, como
sempre acontecia nos confrontos entre os dois tradicionais rivais do norte e do
sul do gigantesco Mato Grosso ainda indiviso.
Apesar da importância da
partida e da rivalidade entre Dom Bosco e Comercial, policiamento no estádio só
o do Batalhão de Caçadores (16º BC), formado à última hora, com soldados à
paisana, “pegos a laço”, que tinham ido ao Dutrinha para ver o jogo e não
para trabalhar...
Mas quem teria coragem de
desafiar a ordem do coronel do Exército Hélio de Jesus da Fonseca, presidente
da então Federação Mato-grossense de Desportos, e não integrar o pelotão que
estava sendo formado no estádio para dar segurança ao espetáculo?
Até porque, se não bastasse à
ordem do oficial de alta patente, quem ia apitar o jogo era o sargento, também
do Exército, Osmar Marques, que precisava mesmo de proteção naqueles tempos de
muita pancadaria nos campos de futebol de Mato Grosso...
Jogo muito pegado, disputado
com muita empolgação pelos dois times. Lá pelas tantas, o zagueiro Aderbal, do
Comercial, deu uma entrada mais violenta em um jogador do Dom Bosco e o
sargento-juiz não teve dúvidas: expulsou o indisciplinado de campo...
Aderbal não se conformou com
a decisão do juiz, aproximou-se dele e deu um violento soco no nariz de Osmar
Marques, provocando a fratura do nasal do árbitro e, consequentemente,
abundante sangramento. Começou então uma pancadaria generalizada entre os
jogadores e os reservas dos dois clubes.
A patrulha do Exército
entrou em campo para proteger o árbitro e depois de muito custo conseguiu
contornar a situação. Mas os defensores do Comercial queriam continuar o
tumulto, criando uma confusão atrás da outra. Socos, chutes, empurrões,
xingamentos, corriam por todos os lados dentro do campo...

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