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domingo, 7 de janeiro de 2018

Djalma quase apanhou dos colegas do Dom Bosco por comemorar gol que não havia marcado...


Djalma quase apanhou... (Foto Otmar de Oliveira)
Depois de uma cansativa viagem que durou mais de 20 horas em um velho ônibus da Transporte Interestadual Baleia (TIB), a delegação do  Clube Esportivo Dom Bosco chegou a Campo Grande, no sábado à noite, para jogar no domingo pela manhã com o Operário, pelo Campeonato Mato-grossense de Futebol  de 1968 ou 69. Por aí...

Mais do que uma louca aventura, a viagem foi “um horror” -- recorda o dirigente dombosquino  Álvaro Scolfaro. Além do ônibus velho e sem qualquer conforto, a precariedade das estradas que ligavam Cuiabá e Campo Grande obrigava os jogadores a descer várias vezes para, no puro muque, arrancar o veículo de sucessivos atoleiros.

Chovia adoidado em Campo Grande. A partida estava marcada para as 10 horas e mesmo sem menor perspectiva do tempo melhorar, Operário e Dom Bosco decidiram realizar o jogo. Até porque já haviam sido vendidos antecipadamente muitos ingressos e devolver o dinheiro dos torcedores significava mais prejuízos para os dois clubes.

Com a escuridão que imperava no Estádio Belmar Fidalgo, em virtude do temporal, acompanhado de raios e ensurdecedores trovões, só restava aos jogadores chutar a bola de qualquer jeito. Para agravar a situação, o velho estádio, construído em 1933, não possuía iluminação.

O primeiro tempo terminou com o placar em branco. Mas no início do segundo tempo, o Operário conseguiu marcar um gol para alegria da torcida que estava se divertindo, e muito, com o futebol aquático que os dois times estavam apresentando, com alguns tombos acrobáticos dos jogadores, levando o público ao delírio.

Quando tudo indicava que o placar não seria alterado, aos 40 minutos foi lançada uma bola na área do Operário. O centro avante dombosquino Djalma dominou a bola, encobriu o arqueiro operariano e, com o gol vazio, virou-se para comemorar o empate com os companheiros...

Na sua euforia, Djalma estranhou que os companheiros, como ele, levantavam os braços, mas de maneira bem desesperada. Só aí Djalma percebeu que os companheiros estavam chamando sua atenção, porque a bola tinha ficado  presa em uma poça d’água, sem ultrapassar a linha sob o travessão, permitindo ao goleiro voltar e pegá-la...

Por ter comemorado um gol que não marcou, Djalma andou perto de levar uns cascudos dos companheiros lá dentro do campo mesmo!...     

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