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| Dirceu Batista com o irmão Edmilson, também jogador, mas amador |
1970: o jovem Dirceu Batista, que os mato-grossenses conhecem muito bem pelas suas brilhantes passagens pelo Dom Bosco e o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense havia sido aprovado nos rigorosos testes e passaria a integrar a base do Clube Atlético Mineiro.
A euforia de Dirceu Batista era plenamente justificada: a base daquele ano do “Galo Carijó” tinha alguns jovens que já começavam a se destacar no clube e acabaram se tornando craques consagrados, como Toninho Cerezo, Paulo Isidoro, Reinaldo, Campos...
Desse quarteto de ouro atleticano, certamente os atleticanos da velha guarda não se esquecem de Reinaldo e Toninho Cerezo, ambos convocados pela Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Mundial de 1978 na Argentina.
Sem conseguir administrar o sucesso com a bola, Reinaldo acabou se enveredando pelos caminhos das drogas. Ele disputou 37 jogos pela Seleção Brasileira, marcando 14 gols.
Mas Reinaldo acabou se redimindo, dando a volta por cima,,elegendo-se deputado estadual de Minas Gerais e depois vereador de Belo Horizonte. Entretanto, de seu futebol requintado, restou a saudade de sua meteórica carreira de jogador de bola...
Uma certa tarde daquele distante 1970, depois de um coletivo do Atlético, os jogadores foram jantar no restaurante da “república” do “Galo” Alguns jogadores da bajulada base do clube também.
Depois que os jogadores do time principal jantaram, o técnico atleticano Barbatana juntou-se ao grupo da base, chamou a cozinheira do restaurante e lhe disse: “Se sobrar um bife, dê para esse menino!. Ele é dos nossos...” – disse Barbatana, apontando para Dirceu Batista
-- Nós nunca ouvimos isso do nosso pai lá em casa...” – disse consigo mesmo Dirceu Batista, que se levantou e foi embora para nunca mais voltar ao reduto atleticano...

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