O Barra do Garças Futebol
Clube ia disputar um jogo importante pelo Campeonato Mato-grossense de 1979 no
Estádio Zeca Costa contra o ainda poderoso Mixto, que tinha em suas fileiras
craques consagrados como Ernani, Miro, Remo, Rômulo, Fabinho, Arildo, Marcinho
e Pastoril. E a Rádio Aruanã, de Barra do Garças, a pioneira do Vale do
Araguaia, decidiu transmitir a partida.
Dizem que a ideia partiu dos
locutores Paulo Emílio e Jota Fonseca, este já falecido, que pretendiam fazer
um teste sobre a reação do mercado publicitário da cidade, cuja economia vivia
uma fase muito promissora, com a implantação de vários projetos de colonização
e agropecuários no município. Se fosse positiva, poderia abrir as portas para outras
transmissões, com a venda de quotas de publicidade para garantir o faturamento
da emissora e dos dois, claro...
Como à época a Rádio Aruanã
nem Departamento de Esportes tinha, os dois foram encarregados da transmissão
do jogo, com Jota Fonseca ficando com a narração, uma experiência nova em sua
carreira no rádio, e Paulo Emílio encarregado de fazer os comentários. A
exemplo do companheiro, que nunca tinha narrado um jogo de futebol, Paulo
Emílio não entendia bulhufas de futebol.
Na falta de cabines no então
acanhado Zeca Costa, os dois montaram a parafernália de equipamentos no campo,
do lado de dentro do alambrado. Apesar da improvisação, a transmissão
prosseguia normalmente, com Paulo Emílio e Jota Fonseca empolgados com o jogo e
com o placar favorável ao time da casa, pela
contagem mínima.
Mas no 2º tempo, Jota
Fonseca, visivelmente irritado com Pastoril, que estava acabando com o jogo,
não se conteve quando o meia armador mixtense empatou o jogo e desferiu um
violento pontapé e um dos equipamentos da transmissão, mandando-o longe. Acabou
ali, no gol de Pastoril, o projeto da Aruanã e dos seus dois locutores...
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