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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Uma declaração de Helmute acabou com a lenda sobre Pivetta como implacável goleador...

Otaviano Pivetta: fim de uma lenda como jogador.

Ninguém sabe -- nem o próprio Pivetta – como chegou ao estande do Grupo Girassol, na área da Agrishow Cerrado, realizada de 2002 a 2006 em Rondonópolis, a lenda de que ele, na sua juventude, tinha sido um grande jogador de futebol profissional, com uma passagem brilhante pelo Gaúcho, de Passo Fundo-RS. Mais do que bom de bola – dizia-se  Pivetta era um implacável goleador, um terror dos goleiros...

Quatro vezes prefeito de Lucas do Rio Verde – 1997/2000, 2000/2004, 2005/2008, 2013-2016 – Otaviano Pivetta comparecia religiosamente todos os anos a Agrishow Cerrado para conhecer suas novidades. E nunca deixou de dar uma passada no estande do Grupo Girassol, onde sempre era recebido, com seus acompanhantes, com um caprichado churrasco, pelo dono da empresa, Gilberto Goellner.

Oriundos do Rio Grande do Sul – Pivetta é de Caiçara e Goellner de Não-Me-Toque – os dois se tornaram bem sucedidos empresários do agronegócio em Mato Grosso. E se enveredaram também pela política. Goellner foi senador, como suplente de Jonas Pinheiro, morto em 2008, e saiu de cena ao final do mandato. Mas Pivetta continua na ativa política e acaba de ser eleito neste 2018, vice governador do Estado na chapa de Mauro Mendes.

Pivetta, que desde criança ganhou o apelido de Gordo Pivetta, descobriu numa dessas visitas ao Grupo Girassol que era do estande de Goellner que se espalhava a sua fama de goleador do Sport Clube Gaúcho, fundado em 12/5/1918 e cuja maior façanha no futebol gaúcho até hoje foi ganhar os campeonatos da 2ª divisão de 1966, 1977 e 1984. E era como Gordo Pivetta que ele se transformara no terror dos adversários.

Em princípio, Pivetta chegou a pensar em desfazer o equívoco. Mas o pessoal do estande falava com tanto entusiasmo de suas virtudes técnicas como boleiro do Gaúcho, que ele decidiu deixar pra lá. O mais empolgado nas apresentações que fazia de Pivetta no estande ou então nas suas andanças pela área da Agrishow Cerrado era justamente Goellner. Na realidade, no íntimo até que Pivetta estava gostando – como ele mesmo admite – dos momentos de glória que desfrutava no grande evento do agronegócio em Rondonópolis, passando-se por um grande craque de bola...

Mas um dia – sempre tem um dia... – justamente no estande do Grupo Girassol, quando um grupo comentava as proezas do goleador do clube passo-fundense, apareceu na roda Helmute Lawisch, produtor rural de Lucas de Rio Verde, que sempre acompanhava Pivetta na Agrishow Cerrado e que não conhecia a história do amigo-goleador que corria pelo interior do parque de exposições.

Lawisch foi curto e grosso: “Isso é conversa fiada... o Pivetta nunca jogou futebol e se jogou deve ter sido um perna de pau daqueles...” – afirmou com convicção, para espanto dos presentes.

– Nesse dia, o Helmute acabou para sempre com a minha lenda – reclama Pivetta, dando gargalhadas...       

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