Com o Dutrinha lotado,
principalmente por torcedores dos bairros do Porto e Dom Aquino, fortes redutos
do alviverde, o Palmeirinhas ia jogar com o Barra do Garças FC, pelo Campeonato
Mato-grossense de Futebol de 1984 ou 1985. Um jogo de vida ou morte para o time
do interior, pois, se vencesse, garantiria uma vaga para a semifinal do
quarteto que ia decidir o título da disputada
temporada oficial da FMF.
Na hora determinada, os
jogadores do Palmeirinhas foram chegando ao estádio e se dirigindo para o
acanhado vestiário do clube. Quando o técnico alviverde Pereira entrou no
vestiário, já com o time na cabeça, para distribuir as camisas, notou que quatro ou cinco jogadores
da equipe que ia entrar em campo e cujos nomes não vem ao caso, não haviam
chegado ainda ao estádio. Esperou um
pouco mais e nada!...
– Cadê o fulano?
– Amanheceu com uma terrível
dor de cabeça e não vai poder jogar – alguém respondeu...
– E o beltrano?
– Está no velório de um
tio... – responderam.
– E o sicrano, alguém tem
notícia dele?
– Foi ficar com a mãe no
hospital onde ela está internada, muito doente!...
Pereira percebeu que naquele
angu tinha caroço do grande e não perguntou mais nada. E tratou de mandar para
o campo o melhor que pôde fazer, improvisando jogadores que nem vinham atuando,
em diversas posições...
Para surpresa geral da
torcida, o Palmeirinhas foi envolvendo o Barra do Garças e inclusive abriu o
placar.
Curiosamente, logo depois do início do jogo os titulares
que não entraram em campo, pelos mais diversos motivos, passaram a ser
identificados entre os torcedores nas arquibancadas, tomando cervejas uma atrás
da outra...
Foi aí que o treinador
Pereira, e muitos torcedores do alviverde, caíram na real! O pessoal devia estar tomando cervejas com dinheiro do Barra do Garças, evidentemente...
Com o time improvisado à
última hora, o Palmeirinhas foi sendo dominado e o adversário virou o placar
para 2x1 ou 3x1, garantindo a classificação para semifinal do campeonato – recorda um veterano
participante do jogo e cujo nome também não vem ao caso...
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