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domingo, 21 de julho de 2019

Torcida começa a acreditar que ficaram resquícios da praga que lavadeira rogou contra o União

Depois de longo nove anos sem conquistar um título do Campeonato  Mato-grossense de Futebol, nem disputar uma final, já tem torcedor acreditando que sobraram resquícios da praga que uma lavadeira teria jogado há muito tempo contra o União, revoltada porque não recebia o pagamento combinado para lavar e passar os uniformes do clube. Diz a lenda, que todo mundo conhece em Rondonópolis, que a praga condenava o União a jamais ser campeão do Estado...

Verdade ou lenda, o fato é que o União passou 36 anos sem conquistar um título estadual de futebol. Inclusive disputou 10 finais do Campeonato Estadual, algumas das quais com a programação antecipada de festas pela torcida do colorado, pois a conquista do título era certa, mas na hora “h”... era aquela água! Finalmente, o União foi campeão em 2010, numa final dramática contra o Clube Esportivo Operário Várzea-grandense e que o time rondonopolitano venceu por 3x2, no Estádio Luthero Lopes.

Embora a praga da lavadeira faça parte da própria história do União, na realidade a lenda só ganhou as asas do noticiário esportivo nacional  em 2011, com a publicação de um material bem detalhado e desconhecido da torcida no livro Casos de todos os tempos  Folclore do futebol de Mato Grosso. Não foi apenas grandes emissoras de televisão do Brasil que dedicaram espaços generosos a praga da lavadeira, mas consagrados sites também...

Apesar de Amélia, filha de Afro Stefanini, ex-deputado estadual, federal, secretário chefe da Casa Civil do governo Frederico Campos, com velha ligação com o clube, garantir e provar que pagou a lavadeira, a torcida do União anda meio desconfiada. E com razão: depois de 2010, máximo que o clube tem conseguido é ficar em terceiro lugar, o que é muito pouco para uma tradição de 36 anos.

Quando Stefanini morreu, em 2008, com 86 anos de idade, Amélia encheu os bolsos do paletó do seu terno na esperança de que seu pai encontraria a lavadeira em algum lugar no infinito para lhe pagar  acabar com a praga. Há muito tempo um diretor do União resolveu acertar as contas com a lavadeira, mas não conseguiu: ela tinha morrido e ninguém dos seus parentes quis aceitar o dinheiro...

Depois da morte de Stefanini, Amélia recebeu, através dos Correios, um recibo de uma pessoa que se identificou como dona Maria, quitando a dívida da lavadeira. O recibo, no valor de R$ 100,00, tem inclusive o CPF de Stefanini. Menos de dois anos depois da morte de Afro Stefanini, o União conseguiu conquistar o sonhado título do campeonato estadual. Mas já está chegando uma década sem o gostinho até de um vice e a torcida começa a ficar meio cabreira...        

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