Jogador mais caro do futebol
de Mato Grosso na época, Mosca decidiu aceitar uma irrecusável proposta do
presidente do Palmeirinhas, o argentino Juan Rolon, para disputar o Campeonato
Mato-grossense de Futebol de 1984 pelo alviverde do Porto. A notícia da decisão
de Mosca foi recebida com euforia pelos palmeirenses e muita preocupação por
torcedores de outros clubes, pois ele não era apenas o jogador mais valorizado
de Mato Grosso, mas também uma das principais “estrelas” do futebol
mato-grossense.
Definidos os detalhes da
transferência, à última hora surgiu um problema: o Palmeiras não tinha dinheiro
para pagar as luvas exigidas por Mosca para assinar contrato. Mas, esperto – na
realidade, muito mais enrolado..., – Juan Rolon encontrou rapidinho uma saída para
a questão: o Palmeiras daria a Mosca um fuscão, já bem usado, mas funcionando
perfeitamente, como as luvas acertadas...
No dia de pegar o carro, que
estava no nome do eterno presidente do Palmeirinhas, Délio de Oliveira,
recentemente falecido, assim como também Juan Rolon, Mosca, que residia nas
imediações do Big Lar, em Várzea Grande, convidou o massagista e amigo Geraldo
Malaquias, do Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, e que morava na
“república” tricolor, na Avenida Couto Magalhães, para ir com ele.
O carro estava em uma
oficina mecânica lá pelas bandas do Centro Político Administrativo. Mas antes
tiveram que passar pela Assembleia Legislativa, na pracinha do Centro Geodésico
da América do Sul, e onde Délio de Oliveira trabalhava, para pegar as chaves do
sonhado fuscão de Mosca...
Tudo corria às mil maravilhas. Os dois pegaram o carro e se mandaram de volta para Várzea Grande. Mas quando a dupla estacionou o fuscão defronte a residência do jogador uma surpresa desagradável: assim que Mosca pôs os pés no chão, um oficial de Justiça apresentou-lhe um mandado de busca e apreensão e levou o fuscão embora para ser leiloado para pagar uma velha e bem alta dívida do Palmeirinhas...
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