Ninguém se recorda se foi em
1957 ou 1958 que o todo poderoso Clube Atlético Mato-grossense pegou a estrada
mais uma vez -- naqueles tempos aviões de carreira eram coisas raras na região
-- para ir a Campo Grande enfrentar o Operário ou o Comercial, ninguém se
lembra também.
Era um simples amistoso, mas a rivalidade que existia no futebol entre os times das duas principais cidades do Mato Grosso indiviso, transformava qualquer jogo numa verdadeira guerra.
Era um simples amistoso, mas a rivalidade que existia no futebol entre os times das duas principais cidades do Mato Grosso indiviso, transformava qualquer jogo numa verdadeira guerra.
A delegação atleticana,
sempre comandada por Décio Matozo, chegou a Campo Grande, no sábado bem cedo,
com tempo suficiente para descansar para
o jogo no dia seguinte. A viagem, apesar de cansativa -- são 700 quilômetros entre Cuiabá e Campo
Grande – pela então esburacada e poeirenta BR-163, que sai de Tenente Portela-RS e termina
em Santarém-PA, transcorreu tranqüila e, como sempre, muito animada.
Hospedada em um hotel da Rua
Rio Branco, a delegação saiu para jantar mais cedo, no centro da cidade, para
ficar em regime de concentração até a hora do jogo. Considerado o time da elite
cuiabana, o Atlético Mato-grossense sempre manteve um time fortíssimo. Tanto é
que quando o time jogava, a preocupação da torcida era saber de quanto a equipe
havia ganhado o jogo porque a vitória era certa. Foi assim durante muitos anos.
Também um time que tinha Fulepa, Portela, Iauro, Sebastião, Nato, Ariel, Mário Tatuzinho...
Na volta para o hotel, por
sugestão de Portela, alguns jogadores, que estrategicamente foram ficando para
trás, começaram a pegar com muito cuidado para não se ferirem carrapichos na
rua Rio Branco. Antes dos jogadores subirem para os quartos que já haviam
ocupados, o grupo, disfarçadamente, colocou os carrapichos dentro do travesseiro
de Fulepa e sob o lençol da cama de Paulinho, goleiro reserva de Fulepa.
Quando os dois deitaram e
sentiram as doloridas ferroadas dos carrapichos, pularam furiosos das camas. O
grupo que autor da brincadeira, tomou as dores de Fulepa e Paulinho,
incentivando-os a descer ate a portaria para exigir providências da gerência do
hotel. Houve até quem levantasse suspeita que os carrapichos tinham sido uma armação
dos adversários do dia seguinte...
Já acostumado com esses
tipos de brincadeiras, principalmente quando Portela estava presente, Fulepa se
acalmou logo. Mas Paulinho que queria porque queria procurar a gerência do
hotel para tirar satisfação e só a muito custo foi contido pelos companheiros.
E, como sempre, a palhaçada terminou em gostosas gargalhadas...
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Se você leu, comente o que achou