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| Tatu: estratégia com pum |
Aí não tinha técnico capaz
de obrigar zagueiros a cumprir suas ordens para fazer marcação cerrada sobre Tatu,
pois onde ele estava, a fedentina dos seus puns era insuportável. E, claro, que
Tatu aproveitava a liberdade que tinha dentro de campo, com a marcação que
recebia à distância, para infernizar a vida das defesas adversárias.
Quem conta esta história do
falecido “estrategista-peidorreiro” Tatu é o seu irmão, o subtenente da PM
Humberto de Oliveira, hoje já reformado e morando em Poconé. Quando Tatu jogava
no tricolor várzea-grandense, sua família de
morava no bairro Alameda, onde Humberto era conhecido por Nhôgui e seu
irmão muito popular entre seus moradores por causa de seu futebol...
Aliás, foi por causa de sua
popularidade no Alameda que Tatu livrou-se certa vez de se meter em uma
encrenca daquelas, pois ele não era danado só dentro de campo, não! Numa
Sexta-feira Santa, Tatu decidiu roubar umas galinhas do seu Nego para fazer uma
festa no Sábado de Aleluia, uma antiga tradição que aos poucos foi virando
cinzas do passado...
Mas seu Nego estava muito
atento na defesa das penosas de seu galinheiro. Sua casa era murada e, quando
já noite, Tatu pôs as mãos sobre o obstáculo para pulá-lo em busca das galinhas,
seu Nego prendeu um dos seus braços com uma corda e puxou-a para seu lado. Sem
saída, Tatu disse com voz suave: “Sou eu, Tatuzinho, seu Nego! Foi só uma brincadeirinha...”
E foi solto em seguida.
Nhôgui lamenta que Tatu
tenha encerrado a carreira no futebol muito cedo, por causa de uma contusão.
Foi em um jogo entre os dois Operários do Mato Grosso ainda indiviso, em
Cuiabá, que o zagueiro Sílvio Berto, do Operário, de Campo Grande, deu uma
entrada violenta em Tatu e quebrou uma de suas pernas, o que o obrigou a parar
com o futebol prematuramente. Logo depois do episódio, o zagueiro do clube
campo-grandense também abandonou o futebol, virando radialista, na capital sul-mato-grossense.
A mãe de Tatu, dona Carminha
de Oliveira, mais conhecida como Sinhá, tinha verdadeiro ódio do apelido do
filho, que se chamava Hildebrando. Nos dias de jogos, quando o caminhão parava
defronte sua casa no Alameda, com a carroceria cheia de jogadores – naquele
tempo não existiam nem os modernos ônibus de hoje e nem as velhas jardineiras
do passado – e o pessoal começava a chamar por Tatu, dona Sinhá saia na porta e
gritava: “O Hildebrando está aqui... mas o Tatu está no cu das suas mães...”

Muito boa a história do Tatu. Que imaginação para fugir da marcação inimiga. Abraços meu amigo Morcego.
ResponderExcluirQue história kkkkk
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