Para o Mixto seria de
fundamental importância derrotar o Operário, de Campo Grande, no jogo que
disputariam no Verdão pelo Campeonato Nacional de 1976. Era o que se chama no
jargão esportivo de jogo de vida ou morte...
Um dia antes do jogo, um
dirigente do Atlético Goianense, com quem o Mixto manteve um excelente
relacionamento – até o alvinegro dar um golpe no clube goiano e ficar com o
passe de Traíra de graça... -- ligou para um diretor mixtense para informar que
o juiz carioca que ia apitar a partida e era bem conhecido nos meios esportivos
por ser chegadinho a uma conversa ao pé-de-ouvido, ia fazer escala em Goiânia
com destino a Cuiabá.
O que o informante mixtense
não sabia é que no mesmo avião estava também a delegação do Operário, que havia
embarcado em Campo Grande. O avião estava para aterrissar no Aeroporto Santa
Genoveva, a última etapa.do voo do operariano campo-gandense para a capital
mato-grossense.
-- Então você vai agora para
o aeroporto, deixa o carro no estacionamento pega o avião e o resto você sabe
como ninguém como fazer... -- disse o mixtense, como se estivesse dando uma
ordem ao goiano, em nome da amizade que imperava entre os dois clubes.
O diretor do Atlético
Goianense cumpriu direitinho às determinações, mas o plano da conversa ao pé-de-ouvido
com o juiz, com o objetivo de facilitar a vida do Mixto, acabou dando em nada.
Já no interior do avião, quando
o dirigente goiano identificou o árbitro e tratou de se acomodar na poltrona do
corredor da fileira em que o juiz estava, quem ele reconheceu no outro assento
ao lado do apitador na janelinha da aeronave? Simplesmente o presidente do
Operário, o espertíssimo Irineu Farina...
Claro que não houve a
pretendida conversa ao pé-de-ouvido com o juiz para ele dar uma forcinha para o
Mixto, que precisava tanto da vitória..
Sem a conversinha camarada, o jogo no Verdão
terminou em 0x0...

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