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sábado, 1 de setembro de 2018

Autógrafo de Pelé a Beleza em guardanapo chique provocou reação de dona de hotel de Cuiabá...

 Beleza nos tempos do Santos e agora (Arquivo Google)
Quando esteve em Cuiabá em 1998 para lançar para o Projeto Siminino no Estado, o ministro do Esporte, Édson Arantes do Nascimento, o lendário Pelé, voltou a encontrar um velho companheiro dos tempos dos dois no Santos Futebol Clube, durante o almoço no Hotel Fazenda Mato Grosso, no Coxipó: o lateral direito Luiz Carlos Beleza.

Claro que o zagueiro, que depois que deixou o Santos e jogar pelo Juventus, veio para Mato Grosso, onde jogou no Mixto, Dom Bosco e Operário, não perdeu a oportunidade e pediu um autógrafo para Pelé. O ex-companheiro não se fez de rogado e à falta de alguma coisa mais apropriada, tascou a dedicatória em um dos chiques guardanapos do restaurante do hotel,

A dona do hotel não gostou da atitude do famoso craque. Mas Beleza tentou convencê-la que o autógrafo no guardanapo era um prestígio para o seu hotel. “Afinal, o Pelé é o Rei do futebol mundial...” – disse-lhe Beleza. Ela sabia quem era Pelé porém não sabia que os dois personagens do autógrafo já haviam jogado juntos no famoso clube santista. 

O apelido que Luiz Carlos incorporou ao prenome e que nada tem a ver com as suas características físicas, tem uma explicação: nos jogos do Santos ou em simples coletivos do alvinegro na Vila Belmiro, onde ele ficou em 74 e 75, Pelé sempre elogiava a atuação do companheiro, dizendo que seu futebol “é uma beleza”. De elogio em elogio de Pelé, o adjetivo foi pegando e quando Luiz Carlos chegou ao Mixto, o apelido já estava consagrado.

Mas existe outra versão para o apelido, como o próprio Luiz Carlos admite: ele não tinha nada de bonito e o irreverente Pelé passou a chamá-lo de Beleza, mais como uma gozação do que propriamente se estivesse fazendo uma referência à sua aparência. Como todo “Rei” tem seus seguidores, os santistas passaram também a chamar Luiz Carlos de Beleza. Daí...      

Apesar de ter ficado na Vila Belmiro, onde inclusive morava, durante dois anos, poucas vezes Luiz Carlos Beleza jogou junto com Pelé. É que na época o Santos tinha muitos jogadores do mais alto nível – Edu, Clodoaldo, Cejas, Oberdã, Cláudio Adão, Carlos Alberto Torres, Adilson, que depois veio para o Dom Bosco, e tantos outros –, que era difícil se firmar como titular...

Um dos jogos importantes em que Luiz Carlos atuou como titular foi na semifinal do Torneio “Governador Laudo Natel”, com vitória do Santos sobre o Corínthians por 2x0. Naquele jogo, Luiz Carlos foi eleito pela equipe de esportes da TV Tupi, liderada por Eli Coimbra e Walter Abrahão, como o melhor jogador em campo, ganhando inclusive um Motorádio. Pelé que nesse dia atuou como comentarista esportivo, votou também em Beleza.

Alguns dias depois de receber o prêmio, Luiz Carlos Beleza estava andando pelas ruas de Santos e viu Pelé na barbearia do Didi, que era quem cortava o cabelo do maior jogador de futebol do mundo. Beleza entrou no salão e deu o rádio de presente para Pelé. Afinal, para que ficar com um rádio que era para carro, que ele não tinha...        .

Da sua convivência com o grande craque do futebol mundial, Luiz Carlos Beleza lembra-se até hoje da despedida de Pelé do Santos FC. Foi em 1975, em um jogo numa quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, contra a Ponte Preta, que perdeu por 2x0, Aliás, naquele ano Pelé passou a maior parte do seu tempo cuidando de sua transferência para o Kosmos, dos Estados Unidos, do que jogando pelo Santos. Na despedida histórica, Beleza foi o reserva de Carlos Alberto Torres... 

(Republicado por falhas no sistema de acesso).    

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