-- Era uma pessoa muito
legal, divertida, mas como juiz de futebol, um desastre – afirma um velho
funcionário da FMF.
Outra pessoa que conheceu
bem José da Silva é o ex-árbitro Orlando Antunes de Oliveira, com longa
passagem pelo futebol do Paraná, de Mato Grosso e de Mao Grosso do Sul e hoje
cronista esportivo radicado em Cuiabá. José da Silva trabalhou como bandeirinha
em alguns jogos apitados por Orlando Antunes, inclusive em um amistoso em 1977
no Verdão entre Mixto e Grêmio Porto-alegrense e cujo resultado foi um empate
pela contagem mínima – recorda o ex-juiz.
-- Sujeito muito legal, o
José da Silva trabalhava direitinho como bandeirinha, porém como árbitro era um
Deus nos acuda. Desengonçado, ele tinha um jeito muito esquisito de correr com
a bandeirinha nas mãos e por isso era chamado de “Trote de Vaca...” – afirma
Antunes. .
Numa quarta-feira à
noite, José da Silva apitava no Verdão, um jogo oficial do Campeonato Mato-grossense
de Futebol. De repente, José da Silva começou a fazer gestos com os dois
braços, suspendendo a partida. Todo mundo correu na sua direção para saber o
que estava acontecendo e ele explicou: havia perdido o apito. Isso mesmo!
Os jogadores dos dois
times, entre os quais Bife, que na época jogava no Mixto ou no Operário
Várzea-grandense, delimitaram uma área por onde José da Silva tinha corrido nos
últimos minutos e passaram a ajudar o árbitro a procurar o apito.
Mas com a grama alta
do Verdão e a pouca luminosidade dos refletores, nada do danado do apito
aparecer. Alguns jogadores chegaram a dizer que aquilo era coisa do diabo...
Para sorte do juiz,
alguém da mesa da FMF apareceu com um apito e o emprestou a José da Silva.
Encerrada a partida, ainda no campo, um jogador abaixou o meião, pegou o apito
que o juiz havia perdido e o entregou ao seu dono: ele havia achado o objeto,
mas o escondeu no seu uniforme, por pura sacanagem...
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