Pesquisar este blog

domingo, 23 de setembro de 2018

Gente boa, José da Silva ganhou notoriedade como árbitro por causa de suas trapalhadas...


 Simplesmente, José da Silva -- este o nome de um árbitro que passou pela Federação Mato-grossense de Futebol, entre o crepúsculo da década de 1970 e o limiar da de 1980 e que se tornou famoso nos meios esportivos não porque era um astro na arte de apitar futebol, mas pelas trapalhadas que aprontava dentro de campo. Ninguém sabe que fim levou José da Silva, nem se está vivo ainda ou já subiu para o andar superior...

-- Era uma pessoa muito legal, divertida, mas como juiz de futebol, um desastre – afirma um velho funcionário da FMF.

Outra pessoa que conheceu bem José da Silva é o ex-árbitro Orlando Antunes de Oliveira, com longa passagem pelo futebol do Paraná, de Mato Grosso e de Mao Grosso do Sul e hoje cronista esportivo radicado em Cuiabá. José da Silva trabalhou como bandeirinha em alguns jogos apitados por Orlando Antunes, inclusive em um amistoso em 1977 no Verdão entre Mixto e Grêmio Porto-alegrense e cujo resultado foi um empate pela contagem mínima – recorda o ex-juiz.

-- Sujeito muito legal, o José da Silva trabalhava direitinho como bandeirinha, porém como árbitro era um Deus nos acuda. Desengonçado, ele tinha um jeito muito esquisito de correr com a bandeirinha nas mãos e por isso era chamado de “Trote de Vaca...” – afirma Antunes.     .   

Numa quarta-feira à noite, José da Silva apitava no Verdão, um jogo oficial do Campeonato Mato-grossense de Futebol. De repente, José da Silva começou a fazer gestos com os dois braços, suspendendo a partida. Todo mundo correu na sua direção para saber o que estava acontecendo e ele explicou: havia perdido o apito. Isso mesmo!

Os jogadores dos dois times, entre os quais Bife, que na época jogava no Mixto ou no Operário Várzea-grandense, delimitaram uma área por onde José da Silva tinha corrido nos últimos minutos e passaram a ajudar o árbitro a procurar o apito.

Mas com a grama alta do Verdão e a pouca luminosidade dos refletores, nada do danado do apito aparecer. Alguns jogadores chegaram a dizer que aquilo era coisa do diabo...

Para sorte do juiz, alguém da mesa da FMF apareceu com um apito e o emprestou a José da Silva. Encerrada a partida, ainda no campo, um jogador abaixou o meião, pegou o apito que o juiz havia perdido e o entregou ao seu dono: ele havia achado o objeto, mas o escondeu no seu uniforme, por pura sacanagem...       
     

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Se você leu, comente o que achou