Um mistério envolve a extinta Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo de 2014 (Secopa) e a Federação Mato-grossense de Futebol, com o confisco de parte da documentação da entidade máter do futebol de Mato Grosso. Sim, uma parte, porque a memória da FMF, do período de sua fundação em 1942, até 1980, simplesmente deixou de existir, pois a papelada oficial – súmulas, atas de reuniões, assembleias da entidade, registros em cartórios, etc. – foi vendida para indústrias de reciclagem de papel da Grande Cuiabá e transformada em drogas e cachaça...
A história que se conhece sobre esse mistério que envolve o futebol mato-grossense é bem complicada. Bem antes da realização de uma etapa da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, a Secopa procurou a Federação Mato-grossense de Futebol, com uma proposta interessante: mandar digitalizar toda a documentação da entidade para preservar e eternizar a memória do futebol estadual. Ou pelo menos do que havia restado do seu acervo até a mudança da entidade para sua atual sede, no Dutrinha.
Ao que consta, o trabalho foi feito bonitinho, com a contratação de uma empresa especializada em digitalização. Mas como o governo de Silval Barbosa extinguiu a Secopa e não pagou a digitalizadora, e nem o de Pedro Taques, a empresa confiscou os arquivos e não devolveu a documentação à entidade. E está tentando, infrutiferamente, receber a prestação de serviço do governo atual, mas na Secretaria de Cidades, que ficou com o rescaldo da Secopa, ninguém sabe de nada sobre nada...
Quem poderia esclarecer ou desfazer esse mistério seria o secretário extraordinário da Secopa, Maurício Guimarães, que está sendo processado pela Justiça do Estado por improbidade administrativa na sua gestão à frente da extinta secretaria extraordinária. Mas na Secretaria de Estado de Fazenda, onde Guimarães é servidor concursado, ninguém pode passar telefone ou endereço do servidor... só o e-mail, que, pelo jeito, raramente é acessado pelo ex-secretário da Secopa.
Na Sefaz, a única coisa que se consegue descobrir sobre Guimarães é que ele “trabalha” em casa -- sem obrigação de comparecer ao emprego -- numa tal de gerência técnica (Getec) ligada a veículos. Quando usa telefone para eventuais contatos, Guimarães utiliza um celular cujo número não é identificado pelo aparelho chamado e nem pode ser rastreado.
Sabe-se também que pela FMF assinaram o convênio com a Secopa para a digitalização dos documentos o falecido presidente Carlos Orione e o ex-diretor de Desenvolvimento da entidade, Ademir Moreira. Mas Moreira foge de falar sobre o assunto como o diabo foge da cruz, Orione está morto e o atual presidente da FMF, João Carlos Oliveira Santos, não sabe de nada...

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