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| Os refletores do Verdão foram a causa da goleada histórica doMixto; os chopinhos, não! (Foto João Vieira) |
Em julho deste ano vai completar 37 anos que a torcida (1170 pagantes e renda de Cr$ 76 mil) que estava no extinto Verdão naquela noite de 9/7/1980 teve a oportunidade de assistir a maior goleada registrada até hoje no principal Campeonato Mato-grossense de Futebol: Mixto 14 x Humaitá 0.
Foi isso mesmo: Mixto 14 x Humaitá, de Cáceres, 0, com o atacante Elmo, chegando perto de igualar o recorde de Pelé, que marcou 8 gols na vitória do Santos sobre o Botafogo, de Ribeirão Preto, por 11x0, pelo Campeonato Paulista de 1964.
Horas antes do jogo, a delegação do Humaitá foi conhecer a Companhia Cervejaria Cuiabana, que o saudoso jornalista e empresário Archimedes Pereira Lima inaugurou em Cuiabá em 1967 para produzir duas conceituadas marcas de cerveja e chope. A visita a indústria havia sido previamente agendada por cacerenses que distribuíam os produtos da CCC naquela cidade e região e parceiros do Humaitá.
A visita a indústria que ficava na Estrada do Moinho nas proximidades da hoje rotatória do Jardim Universitário e do Recanto dos Pássaros transcorreu em um clima festivo. Claro que numa ocasião como aquela, não podia faltar salgadinhos e chope rolando à vontade. Alguns jogadores mais sedentos, parece até que esqueceram que tinham que jogar futebol à noite e afundaram o pé pra valer no chopinho.
Na hora do jogo foi aquele desastre: uns viam duas bolas no campo, outros não viam nem uma... e o. Mixto só balançando as redes do Humaitá na maior moleza! Os jogadores cacerenses que mais pegaram na bola no Verdão foram os arqueiros Jony e depois Itamar... para devolvê-las para o centro do campo após mais um gol e os atacantes humaitaenses para dar nova saída. Foram 14 saídas...
Só para recordar: os gols foram marcados por Elmo (7), Hideraldo, Gilmar, Toninho Campos, Ademar, Tostão, Arildo e Medina, contra. O juiz da goleada histórica foi Dulcindo Cunha e os times jogam assim formados: MIXTO – Mauro; Gilmar, Tucho, Fabinho e Remo; Arildo, Ademar e Tostão: Toninho Campos (Osvaldo), Elmo e Hideraldo (Udelson). HUMAITÁ – Jony (Itamar); Aguilar, Medina, Rui e Manoel; Lemes, Gomes e André; Chiquinho, Ivo e Simão.
Encerrada a partida, os jogadores do Humaitá justificaram a péssima atuação coletiva e apresentaram uma boa desculpa para a fragorosa goleada: eles não estavam acostumados a jogar à noite, porque o estádio Geraldão, de Cáceres, naquele distante 1980, não tinha iluminação, e todo mundo ficou atrapalhado com os reflexos dos refletores do Verdão. Claro que chopinhos não tinham influenciado em nada...

Bela recordação. Viva o Verdão antigo!!
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